
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE) avalia como positiva a decisão do Conselho Curador do FGTS de ampliar os limites de renda familiar e os valores máximos dos imóveis financiados pelo programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.
A medida, aprovada recentemente, atualiza as faixas de renda do programa e amplia o alcance do financiamento imobiliário para famílias brasileiras, além de reajustar os tetos de valor dos imóveis nas faixas superiores.
Com as novas regras, a Faixa 1 passa a atender famílias com renda de até R$ 3.200. Já a Faixa 2 teve o teto ampliado para R$ 5.000. A Faixa 3 sobe para R$ 9.600 e a Faixa 4, voltada à classe média, alcança o limite de R$ 13 mil de renda familiar.
Além disso, os valores máximos dos imóveis financiados também foram atualizados. Na Faixa 3, o teto passa de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Já na Faixa 4, o limite sobe de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Para o conselheiro do Creci Ceará, Araújo Ataick, as mudanças representam um avanço significativo para o setor.
“O mercado imobiliário recebe uma excelente notícia com a ampliação da renda e dos valores dos imóveis. Pode parecer um ajuste pequeno, mas isso faz uma grande diferença no final do financiamento e amplia o acesso das famílias à casa própria”, destaca.
Segundo ele, o impacto também será percebido na qualidade dos imóveis acessíveis ao consumidor.
“Com o aumento dos tetos, muitos clientes poderão optar por imóveis melhor localizados, com melhor acabamento e áreas de lazer mais completas. Isso eleva o padrão de moradia e fortalece o mercado”, afirma.
O conselheiro ressalta ainda que a medida deve estimular a demanda e acelerar as vendas no setor da construção civil.
“Há uma oferta significativa de imóveis dentro dessas novas faixas de valor, o que deve aumentar a procura e impulsionar as vendas dos construtores. A expectativa é de um ano com mudanças positivas para o mercado imobiliário”, completa.
As novas regras entrarão em vigor após publicação no Diário Oficial da União.
FAIXA 1: RENDA DE ATÉ R$ 3.200 (ANTES ATÉ R$ 2.850), COM
SUBSÍDIOS QUE PODEM CHEGAR A CERCA DE 95% DO VALOR DO
IMÓVEL.
3. FAIXA 2: RENDA DE ATÉ R$ 5.000 (ANTES ATÉ R$ 4.700), COM
JUROS REDUZIDOS E SUBSÍDIOS DE ATÉ R$ 55 MIL.
4. FAIXA 3: RENDA DE ATÉ R$ 9.600 (ANTES ATÉ R$ 8.600), COM
TAXAS DE JUROS COMPETITIVAS, SEM SUBSÍDIO DIRETO.
5. FAIXA 4: RENDA DE ATÉ R$ 13 MIL (ANTES ATÉ R$ 12 MIL),
VOLTADA PARA A CLASSE MÉDIA, COM JUROS ESTIMADOS EM
CERCA DE 10,5% AO ANO. TETO DOS IMÓVEIS TAMBÉM DEVE
SUBIR
Publicado por Mirelle Costa em 02 abr 2026